Joelma faz estreia no Rock in Rio debaixo de chuva e arrastando multidões no domingo(13/09)
Cantora paraense levou Calypso, tecnobrega, carimbó e referências amazônicas ao festival neste domingo (13); público permaneceu no local mesmo com a chuva
A chuva caiu forte sobre a Cidade do Rock, mas não conseguiu diminuir a expectativa dos fãs que aguardavam a estreia de Joelma no Rock in Rio. Neste domingo (13), a cantora paraense subiu ao palco para uma apresentação marcada por música, dança e referências à cultura do Norte do Brasil, no Palco Susent.
Logo na abertura, Joelma acionou uma das marcas mais conhecidas de sua trajetória. Ao dizer “Direto de Belém do Pará, Isso é Calypso”, a artista foi acompanhada pela reação da plateia, que cantou e dançou durante o espetáculo.
A estreia no festival vinha sendo aguardada pelos fãs e ganhou uma dimensão especial pela proposta apresentada no palco. Em vez de apenas revisitar sucessos, Joelma construiu um espetáculo que buscou destacar elementos da identidade cultural paraense e amazônica.
Figurino inspirado na fauna amazônica
Para a apresentação, a cantora apostou em um figurino inspirado em uma arara verde, acompanhado por botas personalizadas e estruturas de penas coloridas nos ombros.
O visual foi integrado à performance do corpo de baile, que participou de diferentes momentos do show. As coreografias, os movimentos rápidos e o tradicional bate-cabelo estiveram entre os elementos que marcaram a apresentação.
A produção visual também ajudou a criar uma identidade própria para o espetáculo, conectando música, dança e referências da região Norte.
Repertório revisita diferentes fases da carreira
O setlist percorreu diferentes períodos da carreira de Joelma. A apresentação começou com elementos de “Balanço do Norte” e passou por músicas como “Dançando Calypso”, “Pra te esquecer”, “Anjo”, “A lua me traiu” e “Passe de mágica”.
Na sequência, vieram sucessos como “Acelerou”, “Cúmbia do amor”, “Xonou, xonou”, “Isso é Calypso”, “Dudu”, “Príncipe encantado” e “Voando pro Pará”.
A escolha de “Príncipe encantado” também chamou atenção por fazer parte de um momento recente de repercussão da obra ligada ao universo do Calypso.
Confira o setlist do show:
Abertura
(com elementos de Balanço do Norte)
Dançando Calypso / Pra te esquecer / Anjo / A lua me traiu / Passe de mágica
(Introdução com elementos de Arrepiou)
Acelerou
Cúmbia do amor / Xonou, xonou / Isso é Calypso
Dudu
Príncipe encantado
Voando pro Pará
Balanço do Norte / Vem meu amor (Xa na na)
(Com Viviane Batidão)
Gigantes do Norte
(Clipe exibido no telão enquanto dançarinas fazem performance de Carimbó)
Imagino / Não faz sentido
Um novo ser
Ainda te amo / Se quebrou / Tchau pra você / Temporal
(Com elementos de Dançando Calypso e Temporal)
Viviane Batidão participa do show
Um dos momentos especiais da noite foi a participação de Viviane Batidão.
As duas artistas dividiram o palco durante o bloco dedicado ao tecnobrega, apresentando “Balanço do Norte” e “Vem meu amor (Xa na na)”. Na troca de roupas de Joelma, Viviane cantou os seus maiores sucessos.
A participação ampliou a presença da música paraense no espetáculo e aproximou duas gerações da cena musical do Norte.
Carimbó ganha espaço no palco
A apresentação também reservou um momento para o carimbó. Durante “Gigantes do Norte”, um clipe foi exibido no telão enquanto o corpo de baile realizou uma performance inspirada no ritmo tradicional paraense.
O momento funcionou como uma pausa dentro do repertório mais pop e dançante e reforçou a proposta de Joelma de apresentar diferentes referências culturais do Norte ao público do festival.
Chuva não interrompe a festa
Mesmo com a chuva, os fãs permaneceram na Cidade do Rock para acompanhar a apresentação.
A plateia acompanhou músicas conhecidas da carreira da cantora e respondeu às coreografias e aos principais momentos do espetáculo.
Na parte mais romântica do repertório, Joelma apresentou “Imagino”, “Não faz sentido” e “Um novo ser”. Já na reta final, o show voltou ao ritmo acelerado com “Ainda te amo”, “Se quebrou”, “Tchau pra você” e “Temporal”.
O encerramento ainda ganhou um outro estendido, com elementos de “Dançando Calypso” e “Temporal”.
Uma estreia marcada pela identidade paraense
A primeira participação de Joelma no Rock in Rio colocou no palco de um dos maiores festivais de música do mundo uma combinação de ritmos e referências diretamente associadas à cultura paraense.
Calypso, tecnobrega e carimbó dividiram espaço com coreografias, figurinos e elementos visuais inspirados na Amazônia.
Sob chuva, a cantora encerrou sua estreia batendo cabelo, diante de uma plateia que permaneceu no local para acompanhar o espetáculo até o fim.
Mais do que uma apresentação de sucessos, o show de Joelma no Rock in Rio marcou a chegada da artista ao festival com uma proposta centrada em sua trajetória e nas referências culturais que fazem parte de sua identidade musical nestes mais de 30 anos de carreira.
Higor César- Texto
Instagram @joelmaareal - Fotos